Contextualizing music to enhance music therapy
DOI:
https://doi.org/10.18761/PAC.2019.v10.n2.03Palavras-chave:
musica, musicoterapia, comportamento social, linguagem e discurso, ecologia, hypnose, terapia narrativa, narrativaResumo
Ainda que inegavelmente eficazes em ajudar clientes, musicoterapias se baseiam em tautologias e abstrações para explicarem o que acontece e isso limita sua abrangência. O presente artigo se fundamenta em uma forte posição contextual que dá ênfase aos efeitos observáveis de “musicar” nos contextos de vida das pessoas, especialmente os contextos sociais, e também destaca como eventos “internos e privados” emergem do mundo social. Os vários tipos de comportamentos, contextos e efeitos musicais foram revisados. Foi feita uma comparação com uso de linguagem, demonstrando que música não é uma verdadeira língua mas que isso traz vantagens para as musicoterapias. Os efeitos principais do “musicar” são, grosso modo, agrupados em três categorias: efeitos emocionais nos ouvintes; efeitos atencionais ou distrações; e discursos sobre música ou intepretações. Assim como na linguagem, o “poder” da música para exercer tais efeitos depende de relações sociais e não da música (ou linguagem) em si mesma, e, portanto, pode ajudar a redefinir ou reinterpretar as trocas nas relações sociais das pessoas enquanto tocam ou ouvem música. Música pode distrair eficientemente do uso excessivo da linguagem em nossa sociedade e acalmar por suplantar pensamentos ruins ou conflituosos baseados em linguagem. Foram feitas sugestões ao longo do texto sobre como terapias podem aprender com análise contextual, com comparações com usos da linguagem, e com técnicas das terapias cognitivo-comportamentais, terapias narrativas e hipnose.
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