Utilizando o IRAP para medir a transformação de função de estímulos relacionados a expressões faciais de medo ou de alegria: uma replicação sistemática

  • William F. Perez
  • Marilia Barban
  • João Henrique de Almeida
  • Paulo Henrique Bianchi
  • Beatriz Z. B. M. Nasser
  • Ellen M. R. de Aguiar
  • Raquel Araujo Arena
  • Jade de Araújo
Palavras-chave: teoria das molduras relacionais, relações de equivalência, transformação de função, IRAP, MDML, coerência, derivação

Resumo

 

O presente estudo teve por objetivo replicar sistematicamente Perez et al. (2019) buscando avaliar a sensibilidade do IRAP à transformação de função dos estímulos em “condições mínimas”, isso é, partindo de um treino relacional com um baixo critério de acerto e na ausência de testes de derivação. Os participantes foram submetidos a um treino relacional que buscou estabelecer relações de coordenação (ou equivalência) entre faces expressando emoção (A1 [medo]; A2 [alegria]) e símbolos sem sentido (B1, B2, C1 e C2). Inicialmente, foram ensinadas as relações AB (A1B1 e A2B2), seguidas das relações BC (B1C1 e B2C2). O critério de acerto para progressão no treino era de 12 respostas corretas consecutivas. Na sequência, a transformação de função (ou do significado) dos estímulos C1 (=medo) e C2 (=alegria) foi avaliada por meio do IRAP. Os resultados sugerem a pronta transformação de significado dos estímulos Cs (C1 e C2) em acordo com as relações arbitrárias envolvidas no treino relacional. Assim, conclui-se que o IRAP é capaz de documentar a transformação de função a partir de relações convencionadas no contexto experimental mesmo quando o participante é exposto a um treino relacional como poucas tentativas e na ausência dos tradicionais testes de emergência ou derivação de novas relações.

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Referências

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Publicado
2021-09-16
Como Citar
Perez, W. F. ., Barban, M. ., de Almeida, J. H. ., Bianchi, P. H. ., Nasser, B. Z. B. M. ., de Aguiar, E. M. R. ., Arena, R. A. ., & de Araújo, J. (2021). Utilizando o IRAP para medir a transformação de função de estímulos relacionados a expressões faciais de medo ou de alegria: uma replicação sistemática. Perspectivas Em Análise Do Comportamento, 12(1). https://doi.org/10.18761/PAC.2021.v12.RFT.17