O Darwin da Ontogênese?
DOI:
https://doi.org/10.18761/LbRha91818Palavras-chave:
comportamentalismo radical, análise do comportamento, criacionismo, causalidadeResumo
O ano de 2024 marcou o cinquentenário de publicação da obra Sobre o Comportamentalismo. Nela, Skinner retoma temas que tradicionalmente opõem comportamentalistas a não comportamentalistas. Causas do comportamento, inatismo, conhecimento, pensamento, mundo interior, percepção, comportamento verbal são alguns dos tópicos que Skinner revê na obra de 1974. Este ensaio discute as causas do comportamento, tema que abre a publicação de Skinner e que constitui pilar central de sua filosofia da ciência do comportamento. Apresenta-se aqui a concepção causal que sustenta o comportamentalismo radical e a concepção que se lhe opõe diretamente: o criacionismo psicológico, perspectiva que postula a existência de um agente autônomo iniciador de comportamentos. Examina-se aqui o estatuto causal que o comportamentalista confere, não somente aos eventos ambientais, mas principalmente aos eventos que têm lugar no interior dos organismos, suposta sede do agente autônomo postulado pelo criacionismo psicológico. Discute-se ainda a seleção como modo causal que explica não apenas o surgimento de espécies biológicas, mas também a gênese de parte considerável do repertório comportamental dos organismos. Sugere-se que a ciência de Skinner pretende dispensar o agente autônomo do criacionismo psicológico, assim como a biologia evolutiva permitiu dispensar o criador divino de espécies biológicas.
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