Análise Comportamental do Estatuto da Pessoa com Deficiência pelo Judiciário: Punições para Atos de Capacitismo nas Escolas
DOI:
https://doi.org/10.18761/PAC1119mPalavras-chave:
Estatuto da Pessoa com Deficiência, capacitismo,, inclusão escolar, Tribunal de Justiça do Distrito Federal, direitos dos autistasResumo
Este estudo examina a aplicação do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) pelo Poder Judiciário brasileiro em casos de capacitismo no ambiente escolar, especificamente no Distrito Federal. O capacitismo, entendido como um conjunto de práticas e crenças discriminatórias contra pessoas com deficiência, manifesta-se nas escolas por meio de atitudes como a recusa de matrículas, a ausência de adaptações curriculares e a falta de suporte adequado, comprometendo o direito à educação inclusiva. A pesquisa analisou uma amostra de 100 acórdãos do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, focando nas decisões judiciais que abordam demandas de alunos neurodivergentes por monitoria especializada, adaptações escolares e combate à discriminação. Foram aplicadas análises quantitativas e inferenciais para identificar as teses jurídicas mais utilizadas, além da relevância de provas documentais para comprovação de necessidades dos alunos. Os resultados indicaram uma aplicação inconsistente da Lei nº 13.146/2015, com variações nas decisões e na frequência de punições. a argumentação jurídica e a documentação apresentada influenciam no desfecho dos processos. Este trabalho destaca a importância da uniformidade nas decisões judiciais e a necessidade de aprimoramento na aplicação de políticas inclusivas nas escolas, visando garantir que os direitos das pessoas com deficiência sejam implementados nas instituições de ensino.
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